sábado, 12 de novembro de 2011

A merenda do século

       Estava eu, professor Wilame, na Escola José Florêncio Soares, quando degustamos a melhor merenda do século. Congratulações a equipe gestora pelo empenho e pela consideração que tem com seus alunos, funcionários e professores.




A origem do papai Noel

O Papai Noel : origem e tradição
Estudiosos afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d.C. O bispo, homem de bom coração, costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas.
Foi transformado em santo (São Nicolau) após várias pessoas relatarem milagres atribuídos a ele.
A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo. Nos Estados Unidos ganhou o nome de Santa Claus, no Brasil de Papai Noel e em Portugal de Pai Natal.
Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom ou verde escura. Em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova imagem para o bom velhinho. A roupa nas cores vermelha e branca, com cinto preto, criada por Nast foi apresentada na revista Harper’s Weeklys neste mesmo ano.
Em 1931, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o Papai Noel com o mesmo figurino criado por Nast, que também eram as cores do refrigerante. A campanha publicitária fez um grande sucesso, ajudando a espalhar a nova imagem do Papai Noel pelo mundo.
Papai Noel - Natal - festas natalinas Papai Noel no trenó e suas renas
Atualmente, a figura do Papai Noel está presente na vida das crianças de todo mundo, principalmente durantes as festas natalinas. É o bom velhinho de barbas brancas e roupa vermelha que, na véspera do Natal, traz presentes para as crianças que foram obedientes e se comportaram bem durante o ano. Ele habita o Pólo Norte e, com seu trenó, puxado por renas, traz a alegria para as famílias durante as festas natalinas. Como dizem: Natal sem Papai Noel não é mesma coisa.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

meteoro passa perto da Terra

Asteroide de 400 metros passa perto da Terra

Trajetória projetada do asteroide 2005 YU
Um asteroide de aproximadamente 400 m de diâmetro deve passar bem próximo da Terra nesta terça-feira (8). Conhecido como 2005 YU55, o asteroide tem sido observado por cientistas da Agência Especial Americana (Nasa). Segundo os cientistas, não há risco de colisão com a Terra.
As observações apontam que por volta das 21h28 (horário de Brasília) a rocha espacial ficará mais próxima do nosso planeta, atingindo a distância de 324.000 quilômetros. De acordo com os cientistas, a influência gravitacional do asteroide não terá efeito detectável na Terra, ou seja, não afetará as marés ou placas tectônicas.
A trajetória do asteroide 2005 YU55  é bem conhecida. Periodicamente ele aproxima-se da Terra, de Vênus e de Marte, mas este será o encontro mais próximo dos últimos 200 anos. Segundo os astrônomos, a última vez que uma rocha espacial desse porte aproximou-se da Terra ocorreu em 1976. A próxima aproximação está prevista para 2028.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

curtametragem mostra a saga deFrancisca Carla

Curta-metragem mostrará saga de Francisca Carla

Publicado em 23 de novembro de 2008
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O local onde Francisca Carla morou, durante a segregação social sofrida devido à hanseníase, deu lugar a uma capela construída em sua homenagem
WILSON GOMES
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Equipe de produção do curta-metragem é formada por Márcio de Araújo Pontes, Natanael Portela de Sousa, Santiago de Sousa Oliveira e Divaneide Portela
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Francisca Carla
A segregação social de Francisca Carla, vítima de hanseníase no século passado, é roteiro de um curta-metragem
Tianguá. Uma idéia na cabeça, um projeto sobre a mesa. Uma produção cinematográfica poderá levar à tela dos curta-metragens a saga de uma camponesa que teve sua mocidade interrompida por uma doença, que no passado era conhecida como “lepra” ou “mal da peste”. A história envolve Francisca Carla, uma empregada doméstica vítima de hanseníase, e que depois de descoberta a doença, passou a viver em total isolamento até a sua morte, com 43 anos de idade.

Juntando depoimentos de pessoas que tiveram contato com Francisca Carla, documentos e objetos da época, fatos históricos, os produtores culturais Natal Portela, Márcio de Araújo, Daniel Sá, Santiago de Sousa, Divaneide Portela e Robério Belchior programam, com ajuda de instituições governamentais, a partir de janeiro de 2009, começar a rodar o filme: Francisca Carla – Narrativas e devoção. Com isso eles almeijam imortalizar essa história regional, valorizando a memória oral e o universo místico e simbólico que envolve a figura de Francisca Carla. Hoje um mito religioso no imaginário popular, um elemento pulsante na cultura de Tianguá, cidade de região da Ibiapaba.

Segregação social

A descoberta da doença de Francisca Carla aconteceu em uma das festas que era realizada pelos patrões e também padrinhos de batismo, Joaquim Carlos de Vasconcelos e dona Maria Rodrigues. Na festa, um almoço dominical, estava entre os convidados um profissional da saúde, apontado como um médico, que acabou por revelar para os patrões que a jovem estaria com “morféia”. Relatos da época diz que naquele momento os convidados começaram a rejeitar a comida posta à mesa, e desde então o clima no casarão não era mais de alegria, mas de preconceito.

Portadora da hanseníase ela foi segregada do meio social numa época em que o estigma criado sobre a lepra causava repulsa aos enfermos. O único modo de tentar controlar a doença era confinando os leprosos. Mas como em Tianguá na década de 50 não existia leprosários, Francisca Carla foi isolada, no meio da mata, onde passou o resto de sua vida.

Seu exílio perdurou não se sabe ao certo, entre cinco a oito anos, sobrevivendo de doações que eram deixadas por pessoas, que muita das vezes transitam pelo caminho uma única vez por semana. A estrada ligava a comunidade ao Centro da cidade de Tianguá.

No livro de registro de óbitos do Município de Tianguá, a reportagem encontrou o atestado de morte da doméstica. Sob o número 2.928, de 23 de abril de 1953, foi registrada oficialmente a morte da jovem Francisca Quirino, nome verdadeiro de Francisca Carla. O documento revela ainda que o atestado de óbito foi testemunhado pelo senhor Joaquim Carlos de Vasconcelos, patrão e dono da fazenda onde a jovem foi encontrada morta. Escrito a bico de pena, está descrito como era a falecida: pele morena, 1,70m, cabelos longos, castanhos escuros e olhos castanhos médios. No dia em que foi encontrada morta, Francisca Carla usava vestido de mangas, abaixo do joelho, com chinelo de tiras entre os dedos.

Origem da idéia

Márcio de Araújo Pontes, 30, um dos produtores do curta-metragem conta que a idéia de fazer o filme que relata a saga desta doméstica surgiu depois de uma experiência vivenciada com o filme “Marróia”, que acabaram de exibir. “A partir daí nasceu a idéia de imortalizar Francisca Carla. Por meio deste documentário, que será mostrado para todas as pessoas que têm interesse em se aprofundar no assunto”, diz.

Natanael Portela de Sousa, 31, o “Natal Portela”, assegura que as parcerias já estão garantidas. “Estamos contando com o apoio da Prefeitura de Tianguá, pela Secretaria de Educação, Cultura e Turismo; do Governo do Estado, da Secretaria de Cultura do Ceará, Secretaria de Turismo também do nosso Estado e, é claro, com o apoio já assegurado do Ministério da Cultura (Minc), por meio do edital de Nº O2/2007, do projeto de produções audiovisuais digitais inéditas”, revela o produtor Natal.

Investimento

O investimento da produção eles não fecharam, mas acreditam que deva ficar em torno de R$ 100 mil. “Vamos ter que montar o figurino, recuperar a casa onde a festa aconteceu, promover deslocamento de pessoal, comprar mais equipamentos, enfim, cálculos que a gente ainda está finalizando”, disse Natal.

Robério Belchior, produtor executivo do filme, conta que “precisamos ir mais além, queremos com esse filme envolver os ativistas do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan). Uma delas, a Elke Maravilha, pessoa com que tenho afinidade, já demonstrou interesse em participar das gravações”, revela Belchior, que está com viagem marcada para Brasília e Rio de Janeiro, para agendar a participação de outros integrantes do movimento, o que enriquecerá o roteiro.

MEMÓRIA
Livro conta história da doméstica
Tianguá. O escritor Luiz Gonzaga Bezerra, 56 anos, natural de Ubajara, e que reside em Tianguá, narra no livro de sua autoria “Um olhar sobre Francisca Carla e outros fatos de Tianguá”, que ela nasceu na cidade de Ubajara em 1910, não sabendo precisar o dia nem o mês. Era filha de Ana Quirina e pai ignorado.

Ainda na infância, foi adotada aos oito dias de nascida pelo casal Joaquim Carlos e Maria Rodrigues de Vasconcelos que, mais tarde, passaram a ser praticamente seus parentes mais próximos, bem como padrinhos de batismo.

Um dos motivos da adoção, segundo narra o escritor, deveu-se por condições pessoais da família. Períodos de secas freqüentes no Ceará, a contar 1915, 1932 e 1942. Demonstrando lealdade à família que a adotou e pela atividade doméstica, não contraiu o matrimônio e não quis constituir família. Ela tinha 38 anos, aproximadamente, quando passou a viver isolada em seu confinamento no Sítio Lagoa da Pedra, distante 4km de Tianguá, local de propriedade do senhor Silvério Gomes Fidélis.

Luiz Gonzaga descreve em um trecho do seu livro que, “Francisca Carla, no decorrer de sua adolescência — trazia sempre entre os dedos dos pés um pano embrulhando os dedinhos. 24 anos mais tarde deu-se a descoberta da doença. (...) O clima festivo e de tranqüilidade transcorria muito bem sobre animadas conversas em plena natureza, quando estando ali um visitante, profissional da Medicina, percebeu que aquele nódulo da orelha como sendo sinais da doença morféia, conhecida lepra, e assim, considerada uma doença altamente contagiosa e sem tratamento naquele tempo de meio século atrás...”. Após anos de segregação social e morte, sua história passou a atrair a devoção de populares, que rezavam em seu nome.

Mais informações:Associação Cultura de Amigos da Arte (Garatuja)
Rua Vereador Benedito Vasconcelos,Tianguá (CE) (88) 9611.2090
PROTAGONISTA
Sofrimento

Francisca Carla
A empregada doméstica Francisca Carla viveu na década de 50 do século passado no município de Tianguá. Ao ser acometida pela hanseníase, sofreu segregação social, numa casa isolada na zona rural. Hoje, seu túmulo atrai devotos.
WILSON GOMESColaborador

Cada um no seu buraco!

          Fui em visita ao meu irmão ¨Neto " em Martinslândia e me surprrendí com uma cena inusitada: Meu irmão tirando água de uma cacimba. É amigos leitores< matinslândia voltou ao passado, quando aqui em Guaraciaba não tínhamos água encanda e os moradores cavavam cacimbas nos brejos para poderem tira água par o consumo. Só que destavez é puro descaso das autoridade competentes. As ditas cacimbas da Martinslândia , pasmem vocês, é debaixo da encanação da Cagece pois a água vem tão fraca que não sobe para as caixas d'água e o povo é que sofre mais essa humilhação, porém a conta da água todos os meses vem.Aí eu me pergunto: onde estão as lideranças do distrito. Será que eles também estão tirando água da cacimba? Olha para o ano é ano de eleição, Povo da mARTINSLÂNDIA CONVIDEM OS CANDIDATOS A TOMAREM ÁGUA DA CACIMBA? Pode ser que alguém tome vergonha e concerte esse descalabro.

terça-feira, 1 de novembro de 2011


Exercite Física no tablet

O professor universitário cearense, Alexandre Pinheiro, desenvolveu dois novos aplicativos para facilitar o ensino e a aprendizagem de Física

Os versos de "Química", do Legião Urbana ("Não saco nada de física, literatura ou gramática..."), que fizeram sucesso entre a juventude das décadas de 1980 e 1990, já são coisas do passado. Nos próximos anos, educadores terão instrumentos auxiliares ao ensino. E o Ceará não está muito distante dessa realidade. Cada vez mais escolas estão aderindo ao uso de lousas digitais, tablets e softwares como instrumentos pedagógicos.

Mas, o que poucos sabem é que tem professor não só utilizando, mas desenvolvendo aplicativos com funções educativas. É o caso do Doutor em Física pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e professor do curso de licenciatura em Física da Universidade Estadual do Ceará (UECE) de Quixadá, Alexandre Gonçalves Pinheiro. Ele acabou de ter três aplicativos aprovados para comercialização na Android Market. São eles: Movimentos da Física, Thermal Linear Expansion e Paint With Camera.

O primeiro vai auxiliar na subdisciplina de Cinemática, o segundo em Termologia e o terceiro é multifuncional, servindo desde ferramenta pedagógica para a educação infantil até o uso em análises de profissionais tão diversos quanto engenheiros, profissionais do trânsito ou do esporte.

Laboratório virtual

Os programas rodam em tablets e celulares e funcionam como uma espécie de laboratório virtual. O pesquisador lembra que começou "a desenvolver aplicativos para Android, uma espécie de Linux dos tablets, depois que cheguei do Texas, nos Estados Unidos, em agosto deste ano. Lá eu comprei um livro que ensinava como programar".

E por falar em Android, Alexandre Pinheiro é mesmo um entusiasta das possibilidades que essa linguagem traz ao universo da educação. "Não é preciso ter Mac, ao contrário do Iphone, para programar em Android. Sou pioneiro no Ceará em desenvolvimento direto para esta plataforma, embora já tivesse gente desenvolvendo aplicativos para tablet em Java com o Eclipse. Agora, a minha intenção é ir nas escolas e apresentá-los. Estou disposto a oferecer gratuitamente os aplicativos para aquelas que manifestarem interesse", garante.

Contudo, quem está pensando que é muito caro adquirir um aplicativo como esse se engana. Cada um dos aplicativos custa R$ 1,76. "Já teve gente até da Malásia comprando o software", comemora. Aliás, o professor aposta também na queda rápida nos preços dos tablets. Para ele, "vai baratear, porque já há 14 empresas habilitadas para desenvolvê-lo no Brasil. Apesar disso, o tablet ainda é novidade para os meus alunos lá em Quixadá, pois esse é um produto que ainda não chegou com força naquele mercado, mas acredito que até 2014 essa plataforma será líder, pois a linguagem é simples. Estudantes, a partir de 12 anos, já podem aprender a programar nele", afirma.

Nesse sentido, Pinheiro já está projetando pelo menos dois cursos para ensinar também a desenvolver em Android, usando o App Inventor, da Google.

A propósito, para Alexandre Pinheiro é preciso acabar com o estigma dessa disciplina. "A Física ainda é mal ensinada e por isso não atrai o interesse dos alunos. Essas ferramentas tecnológicas vêm para tirar o medo dos estudantes", brinca.

Mas ele é muito sério na hora de definir o que falta para o Brasil dar um salto rumo ao rol das grandes potências. "Os governos não investem o que deveriam em Física e em Ciência, de um modo geral, mas a coisa já melhorou. Educação é redistribuição de renda e conhecimento é poder. A Coreia do Sul é o que é por conta da educação", conclui